Vulnerabilidades · · 5 min read

Deepfakes: proteja sua empresa das fraudes de identidade

Deepfakes: proteja sua empresa das fraudes de identidade

Você recebe uma chamada de vídeo no WhatsApp. 

Na tela, o rosto do seu CEO, a voz é idêntica, o tom de urgência é convincente. Ele pede uma transferência imediata para fechar um contrato estratégico. 

Você faria? Se a resposta for sim, sua empresa acaba de se tornar a próxima estatística do cibercrime.

Estamos na era da fraude sintética

O que antes era roteiro de ficção científica, hoje é a arma número um contra Pequenas e Médias Empresas (PMEs) no Brasil. Para te ajudar a entender mais sobre o tema, preparamos este guia completo para blindar o seu negócio contra o uso malicioso da Inteligência Artificial.

Leia e descubra.

O custo dos deepfakes

o que é deepfake? como funciona um deepfake?

Os deepfakes deixaram de ser apenas curiosidades de entretenimento para se tornarem armas de precisão em ataques de vishing (voice phishing) e videocalls fraudulentas em tempo real. O World Economic Forum (WEF), em seu Global Risks Report 2026, classificou a desinformação e a fraude gerada por IA como o risco número um para a estabilidade dos negócios globais nos próximos dois anos.

Não estamos falando de valores pequenos. 

O custo global do cibercrime impulsionado por IA deve ultrapassar US$ 12 trilhões até o final de 2026. Gigantes da consultoria como o Gartner já alertam: até o fim deste ano, 30% das empresas abandonarão a biometria facial isolada como método de autenticação seguro. Ela simplesmente não é mais páreo para a perfeição da IA generativa.

Além disso, o FBI (IC3) emitiu um comunicado público confirmando que o aumento de ataques de BEC (Business Email Compromise) utilizando áudio deepfake para autorizar transferências bancárias cresceu impressionantes 400% entre 2024 e 2026.

Por que as PMEs brasileiras são o alvo preferencial?

O Brasil é um dos mercados mais vulneráveis do mundo a essa tecnologia devido ao uso massivo e cultural do WhatsApp para transações comerciais e comunicações oficiais. Segundo o Relatório de Identidade e Fraude 2026 da Serasa Experian, as tentativas de fraude utilizando manipulação de vídeo e áudio cresceram 150% no Brasil no último ano.

O Observatório de Cibersegurança da Febraban revelou que o chamado "Golpe do CEO 2.0" — onde o criminoso simula a voz do dono da empresa via ligação ou áudio de WhatsApp — causou prejuízos de R$ 1,2 bilhão às empresas brasileiras apenas em 2025.

As pequenas e médias empresas são os alvos preferenciais porque, ao contrário dos grandes bancos e multinacionais, costumam ter processos de verificação de identidade menos rigorosos e uma cultura de segurança digital ainda em formação.

Como funciona o deepfake C2 (Comando e Controle)

como funciona o deepfake C2?

Diferente de um phishing comum enviado por e-mail, o deepfake de engenharia social segue uma trilha específica e técnica na rede:

  1. Coleta de dados: o criminoso coleta áudios e vídeos reais do CEO ou diretores em redes sociais como YouTube, LinkedIn ou Instagram.
  2. Treinamento de modelo: utilizando IAs generativas de baixo custo, o hacker cria um modelo de voz e vídeo em minutos, capaz de repetir qualquer frase em tempo real.
  3. Execução via Proxy/DNS: o atacante utiliza servidores de comando e controle (C2) para disparar a chamada. Ele "mascara" sua localização para parecer que a chamada vem de um número interno ou conhecido.
  4. O ponto de interrupção (Starti): embora o vídeo pareça real aos olhos humanos, a infraestrutura técnica por trás dele é criminosa. As ferramentas de IA dos hackers se comunicam com domínios maliciosos recentes. 

É aqui que o Edge DNS da Starti atua, bloqueando a comunicação com os servidores que sustentam a fraude, paralisando o ataque na raiz.

Como proteger sua empresa hoje?

Para garantir a segurança real do seu CNPJ, aqui estão as ações imediatas que você deve implementar:

1. Estabeleça uma "palavra-chave segura"

Crie uma senha verbal secreta entre os diretores e o departamento financeiro. Nenhuma transferência urgente deve ser autorizada via vídeo ou áudio sem que essa palavra seja mencionada. É um método analógico que vence a tecnologia mais avançada.

2. Implemente o protocolo de canal duplo

Sempre que receber uma solicitação inusitada, urgente ou de alto valor por vídeo, utilize a técnica de validação cruzada. Desligue a chamada e ligue de volta para a pessoa através de um canal oficial e conhecido (telefone fixo da empresa ou número pessoal salvo na agenda), nunca pelo link ou número que iniciou o contato.

3. Eduque o time sobre os sinais de alerta

Deepfakes, embora avançados, ainda podem apresentar falhas:

4. Proteção de camada de rede com Edge DNS

Não dependa apenas do olho humano. Utilize ferramentas que bloqueiam a infraestrutura de rede que os "kits de deepfake" utilizam para se comunicar com o exterior. O Edge DNS da Starti identifica e barra domínios maliciosos associados a servidores C2 de IA, protegendo a empresa de forma invisível.

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Perguntas frequentes sobre deepfake e cibersegurança

como não cair em deepfakes

O que é exatamente um deepfake?

Deepfake é uma tecnologia que utiliza Inteligência Artificial (Redes Neurais) para sobrepor rostos ou clonar vozes em vídeos e áudios, criando conteúdos falsos que parecem extremamente reais.

Como saber se uma chamada de vídeo é um deepfake?

Além de observar falhas visuais (como piscar de olhos não natural), a melhor forma é fazer perguntas pessoais que um estranho não saberia ou solicitar que a pessoa faça um movimento lateral com a cabeça, o que muitas vezes "quebra" a renderização da IA.

O antivírus comum protege contra deepfakes?

Não. O antivírus foca em arquivos maliciosos. O deepfake é uma técnica de engenharia social baseada em comunicação. A proteção ideal é o treinamento de pessoas combinado com filtros de DNS que bloqueiam os servidores dos hackers.

O DNS da operadora de internet protege minha empresa?

Infelizmente, não. Os servidores DNS das operadoras comuns (Vivo, Claro, etc.) não possuem inteligência ativa para filtrar domínios maliciosos de ciberataques. Eles apenas "traduzem" endereços, deixando o caminho livre para o phishing.

A LGPD prevê punições para fraudes de deepfake?

Sim. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) estabeleceu diretrizes em 2026 que exigem que empresas que coletam dados biométricos adotem medidas técnicas para impedir "ataques de apresentação", sob pena de multas severas por negligência técnica.

A segurança precisa ser mais inteligente que a fraude

Estamos enfrentando um cenário de identidades sintéticas e a confiança não pode ser dada de graça. O uso de deepfakes para comprometer PMEs brasileiras é uma realidade que só tende a crescer com a democratização da IA.

Seus clientes não podem ser apenas "alvos passivos". Adotar uma estratégia de defesa em profundidade — que une a conscientização dos funcionários à tecnologia de filtragem do Edge DNS— é o único caminho para mitigar essas ameaças e garantir a continuidade dos negócios.

Proteja seus clientes hoje. O futuro da fraude já chegou.

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