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Você é prevenido?

Além de evitar muitos problemas na vida como um todo, a prevenção é uma grande aliada de empresas que buscam sobreviver à atual realidade cibernética.

Contudo, muitas corporações ainda deixam de se prevenir diante de possíveis desastres que podem levá-las à destruição.

Afinal, para se precaver de certos riscos, é necessário prevê-los; mas como prever esses perigos, sem uma bola de cristal que preveja o futuro?

Neste artigo, falaremos sobre mapas de risco e como sua previsibilidade auxilia organizações do mundo todo a se prevenirem de acidentes.

O que é um mapa de risco?

Basicamente, um mapa de risco é uma lista onde são relacionados todos os perigos (sejam eles remotos ou iminentes) que rondam o perímetro de uma empresa. Uma representação gráfica de possíveis acidentes que podem ocorrer nos diversos locais da companhia.

Quando o assunto é segurança da informação, esse mapeamento consiste no processo preventivo de identificar ameaças cibernéticas, categorizá-las, avaliar as probabilidades de sua ocorrência e estimar os danos que podem causar, caso não sejam atenuadas.

Muitas vezes negligenciado pelas corporações de pequeno e médio porte, um mapa de risco é, atualmente, indispensável para qualquer negócio.

Mas por que um mapeamento é tão importante?

Historicamente, a avaliação de fatores de risco no mundo corporativo sempre foi baseada mais na subjetividade – o famoso “achismo” – do que em uma tabela rígida de cálculos e estatísticas, por exemplo.

Afinal de contas, “como alguém poderia calcular, com precisão, as chances de um ataque cibernético ocorrer, quando e onde ocorreria, e quais danos causaria?" — Questionam muitos diretores.

No entanto, ainda que no cibermundo não exista uma bola de cristal que consiga prever tudo o que vai acontecer a empresas desprevenidas, mediante um mapa de risco os prestadores de serviços TI conseguem, hoje, antever tudo o que pode acontecer a elas amanhã.

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Portanto, mapear riscos é extremamente importante para uma corporação. E essa importância toda se dá por quatro motivos principais:

1.Os riscos são reais, e eles podem ser fatais

Alheios às consequências, muitos empreendedores ainda insistem em ignorar a óbvia, e altamente perigosa, realidade do cibercrime.

Com isso, se recusam a tomar providências das mais básicas, como a concepção de mapas de risco, e acabam por arriscar o seu próprio negócio.

Pois a existência de ciberameaças não é mera fake news. Elas realmente existem, e estão se tornando cada vez mais letais às companhias brasileiras.

Segundo o relatório mais recente da Axur, 40 milhões de dados corporativos foram violados por cibercriminosos só no primeiro semestre de 2021.

De acordo com a Verizon, cerca de 90% dos ciberataques contra empresas se dão pela violação das suas informações.

E, conforme pesquisa da Cibercrime Magazine, 60% das PMEs fecham em até 6 meses após serem atacadas.

Loucura, né?!

Uma vez que seja essa a nossa realidade, é extremamente necessário se prevenir contra os reais e fatais perigos que nos cercam. E nesse sentido, elaborar um mapa de risco é uma das medidas de prevenção mais eficientes contra fatalidades.

2. Softwares de defesa são insuficientes para evitar os riscos

Cerca de 77% do gasto corporativo com cibersegurança é destinado para a aquisição de ferramentas tecnológicas de remediação.

Entretanto, sem um mapeamento de risco, um risco que a corporação corre é de que todo esse aparato seja mal empregado.

Se a companhia, por exemplo, investe em um software de defesa que protege um local X do seu perímetro, mas o perigo reside em um pequeno compartimento do local Y, a proteção implementada não será suficiente para evitar um ataque.

Deste modo, o cenário ideal seria proteger o negócio por completo. Mas qual empresa de menor porte possui capital para cobrir todos os locais, de A a Z, do seu ambiente digital, com soluções de última geração?

A solução, nesse caso, é se antecipar aos atacantes, prognosticando os ciberataques, para evitar que esses riscos cibernéticos se materializem. E mapeá-los é fundamental para essa antecipação.

3. O mapa localiza os riscos

O mapeamento de riscos identifica as vulnerabilidades de uma empresa, localizando suas áreas mais indefesas às ciberameaças da atualidade.

O Google Maps (que muitos motoristas utilizam para se localizarem), por exemplo, ao detectar quando um determinado trajeto calculado oferece perigos, traça uma alternativa de rota menos arriscada para a segurança dos seus usuários.

E no ambiente corporativo, isso também se aplica ao mapa de risco. Ele é como um GPS, que aponta a localização dos perigos em torno da empresa, para que aqueles que a dirigem possam tomar uma direção mais segura.

Quando os diretores não sabem onde estão localizadas as vulnerabilidades da organização, eles não conseguem decidir qual a melhor rota a se dirigir, e só lhes resta torcer para não tomarem o rumo errado, e serem atacados no meio do caminho.

4. Você só consegue tomar uma boa decisão, quando realiza uma boa avaliação

Um mapa de risco é um verdadeiro avaliador de possibilidades. E a avaliação de possíveis ameaças possibilita à alta administração da empresa tomar decisões mais embasadas.

Na vida, nós avaliamos riscos o tempo todo, não é mesmo?

Há alguns que precisam ser corridos (por serem inevitáveis), outros que podem ser corridos (pela pequenez dos impactos que causariam caso se concretizassem), e aqueles riscos que não devem ser corridos (por causa da magnitude das consequências).

E já que o assunto é direção, consideremos:

Se, por exemplo, os pneus de um automóvel estão gastos, carecas, o motorista precavido os substitui (se for possível) para a sua segurança. Certo?

Caso contrário, ele não utiliza o veículo; ou não o dirige em viagens longas (se for realmente necessário utilizá-lo). O risco de um acidente existe, mas é calculado.

Assim, quando dirigentes calculam os riscos cibernéticos que a sua companhia corre a partir de um mapa bem desenhado, suas chances de tomar uma decisão que não arrisque a segurança da empresa aumentam consideravelmente.

A avaliação das probabilidades dão base para que esses diretores consigam decidir melhor se um risco é aceitável, ou muito alto, para se correr.

O mapeamento tira a empresa do “escuro”. Ela passa a enxergar claramente os riscos que corre e, com isso, ganha autonomia, poder de decisão para se organizar e se proteger — seja investindo em backup, em vpn, em um firewall de borda, ou em qualquer outra medida de segurança.

5. Mapear riscos é a atitude mais rentável

Quando o empreendedor mapeia os perigos nas imediações do seu empreendimento, consegue orçar o valor do investimento para evitar a concretização dos riscos, e quanto seria o prejuízo caso eles se concretizassem.

Os custos das ações de defesa são dimensionados em comparação com os prováveis danos do ataque.

De um ponto de vista lógico, os recursos de prevenção são, normalmente, implantados se tiverem um custo menor do que permitir que as ameaças se materializem.

No mundo das pequenas e médias corporações, onde não há recurso sobrando, o pouco dinheiro existente precisa ser investido de forma assertiva. E investir na elaboração de um mapa de risco é, certamente, mais em conta do que pagar o preço da falência.

Mas, e aí?

Como é elaborado um mapa de risco?

O processo de elaboração de um mapa de risco é realizado por profissionais de tecnologia da informação, que tenham conhecimento teórico na área (mais precisamente na Norma ABNT NBR ISO/IEC 27005:2008).

No mapeamento, esses provedores localizam não só os riscos cibernéticos que rondam a empresa, como também problemas operacionais, de dados, de infraestrutura e de capital humano que ameacem a organização — para que posteriormente possam traçar um plano de gerenciamento dessas ameaças.

Ainda que não exista um gabarito universal de mapeamento que englobe todo tipo de corporação (já que cada uma possui suas particularidades), no geral, qualquer mapeador busca:

  • Inventariar todos os equipamentos da empresa: seus bens físicos e tecnológicos (hardwares e softwares), avaliando a localização, nível de utilização, a quantidade de usuários que os utilizam, as potenciais falhas de segurança, o prazo de vida útil, e os sistemas que suportam;
  • Diagnosticar os riscos inerentes ao material inventariado: seu contexto, se estão associados a problemas de governança, falta de recursos, ou falhas no sistema operacional ou estrutural;
  • Estimar as chances de materialização desses riscos: as probabilidades de ocorrência e o nível de impacto que causariam (seja nas finanças, no serviço, ou na reputação da corporação).

Conclusão

A vida é imprevisível. Porém, quanto mais nos adiantamos às probabilidades, mais prevenidos estamos caso aquilo que até então era apenas uma possibilidade negativa, se torne, de fato, uma realidade destrutiva.

E é para prevenir empresas de um possível desastre que os mapas de risco existem. Elaborá-los é a primeira etapa de prevenção para que PMEs se tornem mais seguras.

Mediante esse processo preventivo, os gestores da corporação mapeada conseguem localizar suas falhas de segurança, mitigar ameaças latentes, proteger seus preciosos dados, e assegurar a própria existência da empresa.

Pois, ainda que não exista uma bola de cristal no cibermundo, para dirigir uma empresa pelas diversas direções existentes, seus diretores podem seguir as diretrizes de um mapa de risco cibernético, para se prevenirem de fatais acidentes.

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