Ativar um sistema de proteção digital robusto não pode, e não deve, significar o sacrifício da velocidade da sua internet.
Esse dilema costumava assombrar os profissionais de TI e gestores de Provedores de Internet (ISPs) no passado. No entanto, as redes modernas e as necessidades do mercado atual exigem que essa barreira psicológica e técnica seja superada definitivamente.
O medo de que recursos como a inspeção profunda de pacotes causem lentidão e gerem chamados de suporte técnico ainda faz com que muitas empresas operem vulneráveis. Mas a verdade é que a engenharia de segurança evoluiu para resolver esse gargalo.
Proteger uma rede sem inspecionar esse tráfego é o equivalente a contratar um segurança para olhar apenas as malas abertas que entram em um edifício. Por isso, neste artigo quebramos o mito de que segurança e desempenho não combina.
Leia e descubra.
Por que os firewalls antigos gargalam?

O tráfego atual da internet mudou completamente na última década.
Quase tudo o que circula pela rede corporativa ou de um provedor agora é protegido por camadas de criptografia (protocolos HTTPS, SSL e TLS) que escondem o conteúdo dos dados para garantir a privacidade.
O problema central não é a segurança em si, mas a forma como os firewalls antigos lidam com ela. Os equipamentos legados (antigos) dependem exclusivamente do processador de uso geral (a CPU principal da placa-mãe) para realizar o seguinte ciclo:
- Capturar o pacote de dados criptografado.
- Descriptografar o pacote em memória.
- Inspecionar o conteúdo em busca de malwares ou violações de políticas.
- Criptografar o pacote novamente.
- Encaminhar o pacote ao destino.
Quando centenas ou milhares de usuários realizam esse processo simultaneamente, a CPU atinge 100% de uso. O resultado é um gargalo físico inevitável na fila de dados, que se traduz em alta latência de rede, perda de pacotes e a perceptível sensação de lentidão na ponta do cliente.
Processamento na borda e chips dedicados
Para solucionar esse problema sem comprometer a segurança, os desenvolvedores combinaram dois grandes recursos: o processamento distribuído na borda e o uso de hardware especializado.
Trazer a verificação de segurança para o ponto mais próximo de onde o dado é gerado ou entra na empresa, como o Edge NGFW (o nosso Next-Generation Firewall ) faz, elimina a necessidade de enviar o tráfego para servidores distantes na nuvem apenas para filtragem.
Ou seja; a resposta da rede fica muito mais ágil.
Além disso, os sistemas modernos utilizam chips ou coprocessadores criados especificamente para lidar com funções matemáticas complexas de criptografia de dados. Enquanto a CPU principal cuida estritamente do roteamento rápido das informações, esses componentes dedicados assumem a carga pesada de abrir e fechar os pacotes protegidos.
É exatamente essa divisão de trabalho que garante um throughput de segurança real — ou seja, a capacidade total de vazão de dados da caixa com todas as defesas ativas, sem oscilações prejudiciais de latência.
Como manter a alta performance com a proteção ativa?

Se você gerencia uma rede corporativa ou um ISP de médio porte, existem três práticas fundamentais de engenharia de tráfego para equilibrar velocidade e blindagem digital:
1. Segmentação inteligente do tráfego
Nem todo pacote que circula na sua infraestrutura precisa passar por uma varredura profunda de códigos ou inspeção SSL profunda. Isolar o tráfego de entretenimento confiável (como plataformas de streaming de vídeo) e focar os recursos de hardware nos dados críticos de negócio e navegação web geral economiza capacidade de processamento preciosa.
2. Dimensionamento correto do equipamento (Sizing)
Tentar rodar políticas complexas de inspeção de pacotes, controle de aplicações e antivírus de borda em um hardware defasado vai travar a operação. É vital analisar a folha técnica do fabricante, observando especificamente o "Throughput com IPS/Antivírus ativados", e não apenas o throughput de firewall puro (que apenas lê o cabeçalho dos dados).
3. Atualizações constantes de firmware
A otimização de software é tão importante quanto o poder do hardware. As atualizações constantes de firmware garantem que o sistema operacional do firewall aproveite as melhorias de código e correções de bugs para rodar de forma muito mais leve e eficiente no hardware disponível.
Praticidade e desempenho para o cenário nacional
O Edge Protect foi desenvolvido para resolver essa delicada equação de desempenho, mas com um diferencial crítico: o foco no mercado brasileiro.
Enquanto os grandes players globais desenham suas soluções e relatórios focados em orçamentos milionários de multinacionais, a Starti calibra seu ecossistema para a realidade prática de PMEs e ISPs regionais.
Os testes de capacidade de tráfego e throughput do Edge Protect são realizados simulando conexões do mundo real e topologias de operadoras locais.
Isso prova que o hardware e o sistema operacional proprietários conseguem blindar a infraestrutura de rede contra ameaças modernas sem acrescentar milissegundos nocivos na entrega da banda de internet, mantendo a experiência do usuário final intacta e o suporte técnico sem chamados de lentidão.
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Perguntas frequentes sobre performance e segurança de rede

O que causa a perda de pacotes em um firewall?
A perda de pacotes ocorre principalmente quando o tráfego de entrada excede a capacidade de processamento do firewall. Se a CPU do equipamento estiver saturada (próxima a 100%) processando regras complexas, ela começará a descartar os novos pacotes que chegam na fila por falta de memória e tempo de ciclo.
O que é inspeção SSL profunda e como ela afeta a velocidade?
A inspeção SSL profunda (ou SSL Inspection) é a abertura e leitura do tráfego criptografado para garantir que não existam ameaças escondidas dentro de conexões HTTPS.
Ela afeta a velocidade se o hardware não possuir aceleração ou otimização de software para processar chaves criptográficas, gerando aumento de latência. Quando configurada com políticas de bypass para sites seguros (como bancos), seu impacto na performance é mitigado.
Como calcular o throughput de segurança ideal para minha empresa?
Você deve somar a velocidade total de todos os seus links de internet (ex: se você tem dois links de 500 Mbps, seu total é 1 Gbps) e buscar um equipamento cujo "Throughput de Segurança/NGFW" atenda ou supere essa soma com uma margem de folha de pelo menos 30% para picos de tráfego.