Gestão de TI · · 7 min read

Produtividade no trabalho: como a TI expõe o ralo da distração

Produtividade no trabalho: como a TI expõe o ralo da distração

O técnico de arbitragem olha para o campo e enxerga o que o olho humano não captura. Ângulo de impedimento de centímetros, contato que passou despercebido, o que parecia gol não era. 

O que parecia falta não aconteceu.

Muitos CEOs e CFOs vivem hoje nessa posição de árbitro sem um VAR: tomam decisões sobre produtividade com base no que enxergam do campo, sem acesso ao ângulo certo, sem dados de auditoria, sem a capacidade de pausar e verificar o que realmente aconteceu. A sensação de que o lucro está escorrendo existe. 

A prova concreta de onde e quanto, raramente.

Esse artigo existe para mostrar que a prova existe, está na rede e que a TI pode trazê-la a campo sem precisar espionar ninguém.

O ralo que ninguém consegue fechar porque ninguém consegue ver

Custos e gastos na operação

Distrações no trabalho custam US$ 650 bilhões por ano apenas à economia americana. Globalmente, o impacto chega a US$ 1,9 trilhão em produtividade perdida.

Esse número não vive numa planilha de nenhuma empresa, está distribuído em milhares de pequenas decisões diárias que nenhum gestor consegue enxergar: a notificação que interrompeu um raciocínio, o vídeo que começou como pausa de dois minutos e terminou vinte minutos depois, a aba aberta que virou outra aba que virou outra.

Pesquisas mostram que trabalhadores perdem aproximadamente duas horas por dia com distrações. São dez horas por semana, 520 horas por ano, ou cerca de 13 semanas inteiras de trabalho desperdiçadas anualmente em desvios não planejados. 

Para uma empresa com mil funcionários, isso equivale a perder 250 profissionais em tempo integral só para distração.

Para uma PME com 30 funcionários, o cálculo é menor em volume, mas proporcionalmente igual em impacto. Duas horas por dia por funcionário multiplicadas pelo custo hora de cada um.

O resultado é um vazamento financeiro silencioso que aparece como margem comprimida, metas não atingidas e sensação difusa de que algo está errado, mas sem nome e sem endereço.

O achismo entra exatamente aqui.O gestor acredita que a equipe é descompromissada. A equipe acha que o gestor não confia nela. Ninguém tem prova. E o problema continua.

O Brasil no centro do problema

O contexto brasileiro torna essa questão ainda mais concreta.

Os brasileiros passam em média 9 horas e 13 minutos por dia conectados à internet, ficando apenas atrás da África do Sul. Em termos de redes sociais, o Brasil ocupa o terceiro lugar mundial, com 3 horas e 37 minutos diários dedicados a essas plataformas.

Essas horas não ficam do lado de fora da empresa quando o funcionário chega ao trabalho. Elas entram junto com ele.

Um estudo da Universidade Rutgers, publicado no Journal of Organizational Behavior, concluiu que o conteúdo visto nas redes sociais durante o trabalho pode influenciar o humor, a motivação e até a forma como alguém trata os colegas.

A distração digital é mais que tempo perdido, é um estado mental alterado que contamina o trabalho que acontece depois da distração.

A pesquisa da Gloria Mark, da Universidade da Califórnia em Irvine, estabeleceu que leva em média 23 minutos e 15 segundos para recuperar foco pleno após uma única interrupção. 

Com interrupções chegando a cada quatro minutos em média e cada uma exigindo 23 minutos de recuperação, o trabalhador moderno nunca completa um ciclo de recuperação antes da próxima interrupção chegar. Foco pleno se torna matematicamente impossível.

Para um CEO ou CFO isso é um custo de cada reunião interrompida por celular. De cada proposta comercial escrita em pedaços. De cada análise financeira que poderia ter tomado duas horas e levou o dia inteiro.

Por que o problema é financeiro, não comportamental?

Prejuízos financeiros causados pela falta de visibilidade da navegação

Aqui está a mudança de perspectiva que este artigo propõe.

A distração digital nas empresas é tratada, na maioria das vezes, como um problema de cultura ou de comportamento individual. O gestor chama o funcionário para uma conversa, a empresa cria uma política de uso de celular. O RH adiciona um item no código de conduta.

Nada disso resolve porque o diagnóstico está errado.

Distrações no trabalho causam uma queda de 40% na produtividade. Processos ineficientes respondem por perdas adicionais de 20 a 30%. Em média, funcionários passam 31 horas por mês em reuniões improdutivas.

Uma queda de 40% em produtividade não é problema de comportamento, é um problema de resultado. E problema de resultado tem endereço financeiro.

Um terço dos empregadores estima perder cinco horas semanais por funcionário em produtividade perdida por distração. Outro terço estima perder entre seis e dez horas, o que representa até 25% da semana de trabalho.

Pense no que isso significa em folha de pagamento. 

Se um funcionário custa R$ 5.000 por mês à empresa, e entre 20% e 25% do tempo de trabalho é perdido para distração, são R$ 1.000 a R$ 1.250 por mês por pessoa que a empresa paga sem receber em troca. Em uma equipe de 20 pessoas, isso é entre R$ 20.000 e R$ 25.000 mensais sendo drenados silenciosamente.

O ralo existe, mas, sem dados, ninguém consegue nem apontar onde ele está.

O que o gestor decide sem ter prova

Existe uma conversa que acontece em toda empresa de médio porte pelo menos uma vez por ano: a discussão sobre produtividade da equipe.

Ela geralmente começa com uma percepção do CEO ou CFO de que as coisas estão demorando mais do que deveriam. As entregas atrasam, metas ficam aquém., a operação parece lenta sem uma razão clara.

As hipóteses surgem: falta de treinamento, os processos estão mal desenhados, pessoas erradas nas funções, falta de engajamento. Cada gestor traz a sua teoria, todas baseadas em observação subjetiva e nenhuma sustentada por dado objetivo.

O resultado mais comum dessas conversas é uma decisão tomada no achismo. Às vezes é uma reestruturação de equipe desnecessária. Às vezes é um programa de treinamento que não ataca a causa raiz. Às vezes é simplesmente uma pressão maior sobre a equipe que deteriora o clima sem melhorar o resultado.

Segundo o relatório Lost Focus da Insightful, a vasta maioria dos funcionários americanos não consegue se manter focada nas tarefas diárias. Grande parte desse problemapode estar no ambiente em que a pessoa opera.

E o ambiente digital da empresa tem registro, log, dadod. Ele está na rede, esperando ser lido.

O que a rede sabe que o gestor não sabe

Riscos não mapeados na rede e na superfície digital

Cada acesso à internet que acontece na rede corporativa deixa um rastro: qual domínio foi acessado: Quando? Por qual dispositivo? Por quanto tempo? Com qual frequência?

Esses dados existem independente de alguém estar olhando para eles. A questão é se a empresa tem a ferramenta que os transforma em informação acionável.

Para o prestador de serviço de TI, o DNS é a ferramenta mais escalável de proteção e visibilidade. Gerenciar o DNS dos clientes de forma centralizada permite relatórios detalhados sobre o comportamento da rede que podem ser apresentados ao dono da empresa como valor agregado.

Na prática, uma solução de DNS como o Edge DNS com capacidade de insights transforma o tráfego de rede em um painel de auditoria.

O gestor consegue ver, por categoria, o que está sendo acessado na rede corporativa durante o horário de trabalho, rota dedes sociais, plataformas de streaming. Sites de notícias, jogos e aplicações de uso pessoal.

Não como forma de vigilância individual, mas como dado agregado de comportamento de navegação que permite uma conversa objetiva sobre onde o tempo está sendo gasto.

Dados de auditoria neutros: o fim do achismo

O poder dos dados de navegação para gestão de produtividade está exatamente na neutralidade.

Quando o CEO entra em uma reunião com um relatório mostrando que a rede corporativa registrou 4.200 acessos a redes sociais na última semana, sendo 60% deles concentrados entre 14h e 16h, a conversa muda completamente.

O dado abre uma conversa baseada em realidade, não em percepção.

Dados do relatório da Forrester Consulting mostram que 95% das organizações sofreram incidentes relacionados a DNS no último ano, com prejuízos financeiros, de imagem e legais. 

A maioria dessas organizações não sabia o que estava acontecendo na rede porque não tinha visibilidade. O mesmo princípio que expõe riscos de segurança expõe riscos de produtividade.

Ela registra o que acontece.

O que muda quando a decisão tem dados

Um CFO que toma decisão sobre headcount com dado de produtividade real toma decisão melhor do que um que opera no achismo.

Um CEO que consegue mostrar para a equipe, com dados neutros de auditoria, que o padrão de navegação sugere distração concentrada em determinados horários, consegue ter uma conversa de gestão sem precisar apontar dedos ou criar clima de desconfiança.

Um gestor de TI que entrega ao board um relatório de uso de internet com categorias, volumes e padrões de acesso transforma a TI de centro de custo em fonte de inteligência de negócio.

Edge DNS Insights: o VAR da sua operação

Seus serviços de TI não precisam espionar ninguém para trazer a verdade a campo.

O Edge DNS Insights atua como o VAR da sua operação: ele captura o que está acontecendo na rede em tempo real, organiza os dados em relatórios de auditoria neutros e entrega ao gestor a visibilidade que transforma achismo em decisão fundamentada.

Quais categorias de sites estão sendo mais acessadas. Em quais horários o tráfego não relacionado ao trabalho cresce. Quais dispositivos concentram o acesso a determinadas plataformas. Tudo isso disponível em dashboard, sem precisar de um analista dedicado para interpretar.

Para o MSP, isso é um argumento concreto de valor para o cliente: você entrega segurança de rede e, junto com ela, inteligência de operação que o CEO e o CFO conseguem ler e usar.

Agende agora uma demonstração e conheça o Edge DNS:

No dia 10 de junho, às 15h, vamos mostrar exatamente como o Edge DNS Insights funciona na prática: como configurar, como ler os relatórios, e como apresentar os dados para o tomador de decisão de forma que faça sentido para quem não é técnico.

Se você quer transformar a rede do seu cliente em fonte de inteligência de negócio, não pode perder:

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