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Edge Protect · 13 de Nov de 2025 · 6 min read

Como configurar regras avançadas de Firewall no Edge Protect

  • Mirian Fernandes
Como configurar regras avançadas de Firewall no Edge Protect

A eficácia de uma segurança em camadas depende da capacidade de monitorar, reagir e ajustar continuamente as políticas de segurança da rede. Dentro do Edge Protect, o Guardian atua como um aliado estratégico no monitoramento e auditoria de eventos, registrando tentativas de conexão e comportamentos suspeitos.

No entanto, o potencial máximo do Guardian só é alcançado quando o Firewall é configurado de forma avançada e otimizada, garantindo visibilidade granular e desempenho equilibrado.

Este artigo apresenta um passo a passo detalhado sobre como configurar regras avançadas de Firewall que potencializam o Guardian, além de boas práticas, cuidados e benefícios diretos para ambientes MSPs (Managed Service Providers) e técnicos de redes.

Continue lendo para descobrir.

O papel do Guardian no cenário de ameaças e no Edge Protect

O Guardian é o módulo responsável por monitorar e registrar pacotes de rede que trafegam pelas regras configuradas no Firewall. Atuando como um IDS (Sistemas de Detecção de Invasão) e IPS (Sistema de Prevenção de Instruções), executando uma auditoria e diagnóstico, identificando eventos que podem indicar comportamentos anômalos ou tentativas de intrusão.

Se tratando do cenário empresarial, o módulo Guardian atua no combate preventivo e ativo de ameaças, como ataques de força bruta, tráfego proveniente de IPs maliciosos, e inundações dos servidores com milhares de requisições, os tão temidos ataques DDoS.

Em suma, sua funcionalidade é indispensável para garantir a proteção da rede e a conformidade com as políticas de segurança e privacidade dos dados dos seus clientes.

Para aproveitar essa capacidade e elevar o desempenho do módulo Guardian, é necessário otimizar as regras do Firewall, possibilitando:

  • Monitoramento de conexões com base em critérios definidos (interface, IP, porta, geolocalização, serviço etc.);
  • Registro logs detalhados para investigação e análise;
  • Facilitando o rastreamento de incidentes em tempo real;
  • Garantindo uma visão clara das políticas de segurança aplicadas.

Essa integração direta com o Firewall torna o Guardian essencial para operações de threat hunting e resposta a incidentes dentro do Edge Protect.

Habilitando o Guardian

O primeiro passo é habilitar o Guardian dentro do Starti One. Para isso, acesse nosso artigo com o tutorial completo de habilitação e configuração:

Guardian: IDS e IPS na detecção e bloqueio de ciberataques.

Criando regras avançadas no Firewall

A criação de regras bem definidas é o núcleo da otimização. Cada regra precisa refletir uma política de segurança clara e funcional.

Campos principais a configurar

  • Nome da Regra: utilize nomes descritivos que indiquem sua função (ex: “Libera acesso web do firewall”).
  • Tipo:
  • Entrada (Input) — quando o destino é o próprio firewall.
  • Encaminhamento (Forward) — quando o firewall atua apenas como passagem.
  • Ação: defina se a regra deve aceitar (ACCEPT), rejeitar (REJECT) ou bloquear (DROP) pacotes.
  • Prioridade: lembre-se de que a prioridade 0 é a mais alta e 10 a mais baixa.

Organize as regras de modo que as mais específicas venham antes das mais genéricas, isso evita conflitos e comportamentos inesperados.

Configurando origem e destino

A configuração de origem e destino define o fluxo que será inspecionado e controlado.

  • Origem: Identifica de onde vem o tráfego (ex: IP, interface, VPN, domínio ou região).
  • Destino: Indica para onde o tráfego será direcionado.

Para otimizar a administração, utilize objetos de rede. Esses objetos agrupam IPs e sub-redes reutilizáveis, facilitando atualizações futuras, qualquer alteração é refletida automaticamente em todas as regras que os utilizam.

Boa prática: definir objetos por grupos funcionais (ex: “Servidores internos”, “Clientes VPN”, “Gateways externos”) simplifica a manutenção e reduz erros.

Otimizando com serviços

Crie serviços personalizados que agrupam portas e protocolos frequentemente utilizados, por exemplo:

  • Serviço “Web”: portas 80, 443 e 8080.
  • Serviço “Email”: portas 25, 110, 143, 587 e 993.

Evite ranges amplos (ex: 1-65535), pois eles comprometem a segurança e reduzem a eficiência do monitoramento do Guardian.

Dica: padronizar serviços e reutilizá-los entre clientes economiza tempo e mantém consistência nas políticas.

Ativando logs para o Guardian

Os logs são a base do Guardian. Toda regra importante deve ter o log ativado para permitir:

  • Auditoria de acessos;
  • Diagnóstico rápido de falhas;
  • Identificação de padrões de ataque.

Esses registros são fundamentais para a análise de ameaças proativa, permitindo ao MSP visualizar tentativas de conexão, portas exploradas e IPs de origem de ataques.

Cuidados essenciais na configuração

Ao configurar regras avançadas, é crucial seguir práticas que evitem impactos negativos no desempenho ou falhas operacionais.

Impacto no desempenho

Evite habilitar o monitoramento em todas as regras simultaneamente. Avalie quais serviços realmente precisam ser auditados e ajuste conforme a capacidade da máquina.

Teste antes de aplicar

Antes de ativar uma nova regra, teste-a desativada. Use o modo de teste para validar se o tráfego ocorre conforme o esperado antes da aplicação definitiva.

Organização e prioridades

Organize as regras de modo hierárquico. Regras específicas como bloqueio de uma porta devem vir antes de regras gerais, como “permitir saída para internet”.

Documentação e padronização

Mantenha uma documentação atualizada. Padronize nomes e descrições das regras. Isso facilita auditorias, revisões e treinamentos.

Recursos avançados de configuração

O Edge Protect oferece funcionalidades adicionais que ampliam o controle e automação do firewall.

Agendamento de regras

Permite definir períodos específicos de funcionamento (ex: segunda a sexta, das 8h às 18h). Ideal para:

  • VPNs corporativas;
  • Acessos administrativos temporários;
  • Manutenção programada.

Integração com outros módulos

O Firewall se integra com recursos como Anti-DDoS, VPN e Geolocalização, ampliando a proteção.
Já o Guardian, neste contexto, é capaz de exibir logs detalhados com origem geográfica de pacotes suspeitos, ajudando a bloquear acessos por região.

Bloqueios progressivos

Implemente bloqueios escalonados para respostas automáticas a tentativas repetidas de invasão:

  • 1ª tentativa: 5 minutos
  • 2ª tentativa: 10 minutos
  • 3ª tentativa: 1 hora
  • 4ª tentativa: 10 horas

Após o limite, o IP é adicionado automaticamente à blacklist.

Gestão de listas

Mantenha duas listas sempre atualizadas:

  • Whitelist: IPs confiáveis que nunca devem ser bloqueados;
  • Blacklist: IPs reconhecidos como ameaças.

Essas listas são fundamentais para operações MSP que atendem múltiplos clientes, permitindo respostas rápidas a incidentes.

Benefícios diretos da otimização

Configurar o Firewall corretamente para o Guardian traz melhorias significativas na operação e segurança da rede dos seus clientes.

Gestão centralizada

As regras permitem uma visão unificada e centralizada de toda a política de segurança, facilitando a administração de ambientes distribuídos.

Melhoria na segurança

O Guardian monitora pacotes em tempo real, registrando tentativas de acesso e facilitando a análise forense em incidentes.

Controle granular

Cada regra define quem pode acessar o quê, quando e como, proporcionando um controle fino do tráfego.

Eficiência operacional

A integração entre Firewall, Guardian e demais módulos do Edge Protect garante operações automatizadas e seguras, reduzindo retrabalho e falhas humanas.

Gestão organizada

Com estrutura clara e hierárquica, o módulo Firewall do Edge Protect favorece padronização e clareza nas políticas de segurança, fundamentais para MSPs que gerenciam múltiplas redes.

Perguntas frequentes sobre o Guardian e configurações no Firewall

1. O que é o Guardian no Edge Protect?

O Guardian é o módulo de monitoramento e auditoria de rede do Edge Protect. Ele registra e analisa o tráfego que passa pelas regras de firewall, identificando tentativas de conexão e comportamentos suspeitos.

2. É obrigatório habilitar o Guardian em todas as regras de firewall?

Não. O ideal é habilitar o Guardian apenas nas regras que exigem monitoramento ou auditoria. Ativar em todas pode gerar sobrecarga de processamento.

3. Qual é a diferença entre regras de entrada (Input) e encaminhamento (Forward)?

As regras de entrada controlam o tráfego destinado ao próprio firewall. Já as regras de encaminhamento controlam o tráfego que passa pelo firewall em direção a outros dispositivos.

4. Como as prioridades de regras funcionam?

A prioridade define a ordem de aplicação das regras: 0 é a maior prioridade e 10 é a menor. Regras específicas devem ter prioridade mais alta que as genéricas.

5. Como interpretar os logs gerados pelo Guardian?

Os logs exibem origem, destino, protocolo, ação da regra e resultado. Essa análise permite identificar padrões suspeitos e realizar threat hunting de forma proativa.

A configuração avançada de regras de firewall é o que diferencia uma defesa básica de uma infraestrutura de segurança madura e inteligente. Quando aliada ao poder de monitoramento do Guardian no Edge Protect, essa prática oferece não apenas visibilidade, mas resposta rápida e análise preditiva sobre ameaças.

Para MSPs e técnicos de rede, dominar essas configurações é garantir controle, segurança e eficiência, três pilares indispensáveis para proteger clientes e manter a operação em conformidade com as melhores práticas de cibersegurança.

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