A eficácia de uma segurança em camadas depende da capacidade de monitorar, reagir e ajustar continuamente as políticas de segurança da rede. Dentro do Edge Protect, o Guardian atua como um aliado estratégico no monitoramento e auditoria de eventos, registrando tentativas de conexão e comportamentos suspeitos.
No entanto, o potencial máximo do Guardian só é alcançado quando o Firewall é configurado de forma avançada e otimizada, garantindo visibilidade granular e desempenho equilibrado.
Este artigo apresenta um passo a passo detalhado sobre como configurar regras avançadas de Firewall que potencializam o Guardian, além de boas práticas, cuidados e benefícios diretos para ambientes MSPs (Managed Service Providers) e técnicos de redes.
Continue lendo para descobrir.
O papel do Guardian no cenário de ameaças e no Edge Protect
O Guardian é o módulo responsável por monitorar e registrar pacotes de rede que trafegam pelas regras configuradas no Firewall. Atuando como um IDS (Sistemas de Detecção de Invasão) e IPS (Sistema de Prevenção de Instruções), executando uma auditoria e diagnóstico, identificando eventos que podem indicar comportamentos anômalos ou tentativas de intrusão.
Se tratando do cenário empresarial, o módulo Guardian atua no combate preventivo e ativo de ameaças, como ataques de força bruta, tráfego proveniente de IPs maliciosos, e inundações dos servidores com milhares de requisições, os tão temidos ataques DDoS.
Em suma, sua funcionalidade é indispensável para garantir a proteção da rede e a conformidade com as políticas de segurança e privacidade dos dados dos seus clientes.
Para aproveitar essa capacidade e elevar o desempenho do módulo Guardian, é necessário otimizar as regras do Firewall, possibilitando:
- Monitoramento de conexões com base em critérios definidos (interface, IP, porta, geolocalização, serviço etc.);
- Registro logs detalhados para investigação e análise;
- Facilitando o rastreamento de incidentes em tempo real;
- Garantindo uma visão clara das políticas de segurança aplicadas.
Essa integração direta com o Firewall torna o Guardian essencial para operações de threat hunting e resposta a incidentes dentro do Edge Protect.
Habilitando o Guardian
O primeiro passo é habilitar o Guardian dentro do Starti One. Para isso, acesse nosso artigo com o tutorial completo de habilitação e configuração:
Guardian: IDS e IPS na detecção e bloqueio de ciberataques.
Criando regras avançadas no Firewall
A criação de regras bem definidas é o núcleo da otimização. Cada regra precisa refletir uma política de segurança clara e funcional.
Campos principais a configurar
- Nome da Regra: utilize nomes descritivos que indiquem sua função (ex: “Libera acesso web do firewall”).
- Tipo:
- Entrada (Input) — quando o destino é o próprio firewall.
- Encaminhamento (Forward) — quando o firewall atua apenas como passagem.
- Ação: defina se a regra deve aceitar (ACCEPT), rejeitar (REJECT) ou bloquear (DROP) pacotes.
- Prioridade: lembre-se de que a prioridade 0 é a mais alta e 10 a mais baixa.
Organize as regras de modo que as mais específicas venham antes das mais genéricas, isso evita conflitos e comportamentos inesperados.
Configurando origem e destino
A configuração de origem e destino define o fluxo que será inspecionado e controlado.
- Origem: Identifica de onde vem o tráfego (ex: IP, interface, VPN, domínio ou região).
- Destino: Indica para onde o tráfego será direcionado.
Para otimizar a administração, utilize objetos de rede. Esses objetos agrupam IPs e sub-redes reutilizáveis, facilitando atualizações futuras, qualquer alteração é refletida automaticamente em todas as regras que os utilizam.
Boa prática: definir objetos por grupos funcionais (ex: “Servidores internos”, “Clientes VPN”, “Gateways externos”) simplifica a manutenção e reduz erros.
Otimizando com serviços
Crie serviços personalizados que agrupam portas e protocolos frequentemente utilizados, por exemplo:
- Serviço “Web”: portas 80, 443 e 8080.
- Serviço “Email”: portas 25, 110, 143, 587 e 993.
Evite ranges amplos (ex: 1-65535), pois eles comprometem a segurança e reduzem a eficiência do monitoramento do Guardian.
Dica: padronizar serviços e reutilizá-los entre clientes economiza tempo e mantém consistência nas políticas.
Ativando logs para o Guardian
Os logs são a base do Guardian. Toda regra importante deve ter o log ativado para permitir:
- Auditoria de acessos;
- Diagnóstico rápido de falhas;
- Identificação de padrões de ataque.
Esses registros são fundamentais para a análise de ameaças proativa, permitindo ao MSP visualizar tentativas de conexão, portas exploradas e IPs de origem de ataques.
Cuidados essenciais na configuração
Ao configurar regras avançadas, é crucial seguir práticas que evitem impactos negativos no desempenho ou falhas operacionais.
Impacto no desempenho
Evite habilitar o monitoramento em todas as regras simultaneamente. Avalie quais serviços realmente precisam ser auditados e ajuste conforme a capacidade da máquina.
Teste antes de aplicar
Antes de ativar uma nova regra, teste-a desativada. Use o modo de teste para validar se o tráfego ocorre conforme o esperado antes da aplicação definitiva.
Organização e prioridades
Organize as regras de modo hierárquico. Regras específicas como bloqueio de uma porta devem vir antes de regras gerais, como “permitir saída para internet”.
Documentação e padronização
Mantenha uma documentação atualizada. Padronize nomes e descrições das regras. Isso facilita auditorias, revisões e treinamentos.
Recursos avançados de configuração
O Edge Protect oferece funcionalidades adicionais que ampliam o controle e automação do firewall.
Agendamento de regras
Permite definir períodos específicos de funcionamento (ex: segunda a sexta, das 8h às 18h). Ideal para:
- VPNs corporativas;
- Acessos administrativos temporários;
- Manutenção programada.
Integração com outros módulos
O Firewall se integra com recursos como Anti-DDoS, VPN e Geolocalização, ampliando a proteção.
Já o Guardian, neste contexto, é capaz de exibir logs detalhados com origem geográfica de pacotes suspeitos, ajudando a bloquear acessos por região.
Bloqueios progressivos
Implemente bloqueios escalonados para respostas automáticas a tentativas repetidas de invasão:
- 1ª tentativa: 5 minutos
- 2ª tentativa: 10 minutos
- 3ª tentativa: 1 hora
- 4ª tentativa: 10 horas
Após o limite, o IP é adicionado automaticamente à blacklist.
Gestão de listas
Mantenha duas listas sempre atualizadas:
- Whitelist: IPs confiáveis que nunca devem ser bloqueados;
- Blacklist: IPs reconhecidos como ameaças.
Essas listas são fundamentais para operações MSP que atendem múltiplos clientes, permitindo respostas rápidas a incidentes.
Benefícios diretos da otimização
Configurar o Firewall corretamente para o Guardian traz melhorias significativas na operação e segurança da rede dos seus clientes.
Gestão centralizada
As regras permitem uma visão unificada e centralizada de toda a política de segurança, facilitando a administração de ambientes distribuídos.
Melhoria na segurança
O Guardian monitora pacotes em tempo real, registrando tentativas de acesso e facilitando a análise forense em incidentes.
Controle granular
Cada regra define quem pode acessar o quê, quando e como, proporcionando um controle fino do tráfego.
Eficiência operacional
A integração entre Firewall, Guardian e demais módulos do Edge Protect garante operações automatizadas e seguras, reduzindo retrabalho e falhas humanas.
Gestão organizada
Com estrutura clara e hierárquica, o módulo Firewall do Edge Protect favorece padronização e clareza nas políticas de segurança, fundamentais para MSPs que gerenciam múltiplas redes.
Perguntas frequentes sobre o Guardian e configurações no Firewall
1. O que é o Guardian no Edge Protect?
O Guardian é o módulo de monitoramento e auditoria de rede do Edge Protect. Ele registra e analisa o tráfego que passa pelas regras de firewall, identificando tentativas de conexão e comportamentos suspeitos.
2. É obrigatório habilitar o Guardian em todas as regras de firewall?
Não. O ideal é habilitar o Guardian apenas nas regras que exigem monitoramento ou auditoria. Ativar em todas pode gerar sobrecarga de processamento.
3. Qual é a diferença entre regras de entrada (Input) e encaminhamento (Forward)?
As regras de entrada controlam o tráfego destinado ao próprio firewall. Já as regras de encaminhamento controlam o tráfego que passa pelo firewall em direção a outros dispositivos.
4. Como as prioridades de regras funcionam?
A prioridade define a ordem de aplicação das regras: 0 é a maior prioridade e 10 é a menor. Regras específicas devem ter prioridade mais alta que as genéricas.
5. Como interpretar os logs gerados pelo Guardian?
Os logs exibem origem, destino, protocolo, ação da regra e resultado. Essa análise permite identificar padrões suspeitos e realizar threat hunting de forma proativa.
A configuração avançada de regras de firewall é o que diferencia uma defesa básica de uma infraestrutura de segurança madura e inteligente. Quando aliada ao poder de monitoramento do Guardian no Edge Protect, essa prática oferece não apenas visibilidade, mas resposta rápida e análise preditiva sobre ameaças.
Para MSPs e técnicos de rede, dominar essas configurações é garantir controle, segurança e eficiência, três pilares indispensáveis para proteger clientes e manter a operação em conformidade com as melhores práticas de cibersegurança.
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