Vulnerabilidades · · 6 min read

Link malicioso: como identificar e evitar golpes em 2026

Um link malicioso é o gatilho inicial para uma cadeia de eventos que inclui redirecionamento suspeito, execução de scripts em memória e a entrega de uma página falsa altamente persuasiva.

Link malicioso: como identificar e evitar golpes em 2026

Na arquitetura da internet, o link (ou URL - Uniform Resource Locator) é a unidade básica de navegação. 

É a ponte que conecta o usuário ao conteúdo. Contudo, em 2026, essa ponte tornou-se o componente mais manipulado por agentes de ameaça. 

Um link malicioso é o gatilho inicial para uma cadeia de eventos que inclui redirecionamento suspeito, execução de scripts em memória e a entrega de uma página falsa altamente persuasiva.

O grande desafio da cibersegurança hoje é que o usuário médio foi treinado para "olhar o cadeado verde" (HTTPS), mas os criminosos aprenderam a usar a própria infraestrutura da web legítima para ocultar suas intenções. 

Para MSPs e gestores de TI, entender a mecânica por trás de um encurtador de link perigoso e a lógica de ofuscação de URLs é o que separa uma operação resiliente de uma rede comprometida.

Neste guia, desconstruímos a anatomia do link, as táticas de redirecionamento de 2026 e o papel crítico do nosso Pilar 2 na neutralização desses riscos antes mesmo do clique.

O que é um link m

Para detectar uma anomalia, primeiro é preciso entender a norma. Uma URL padrão segue a estrutura:

$$protocolo://subdominio.dominio.tld:porta/caminho?query=valor#fragmento$$

O ataque de homógrafos (Punycode)

Os ataques de homógrafos atingiram um nível de perfeição alarmante. Utilizando caracteres do alfabeto cirílico ou grego que são visualmente idênticos aos latinos, os criminosos registram domínios como ebank.com.br (onde o 'a' é um caractere unicode diferente). Para o olho humano, o link é legítimo; para o DNS, ele aponta para um servidor controlado pelo atacante.

O subdomínio como camuflagem

Atacantes utilizam subdomínios em plataformas legítimas para herdar autoridade. 

Exemplo: seguranca-itau.web.app ou suporte-microsoft.sharepoint.com. Como o domínio principal (web.app ou sharepoint.com) é confiável, muitos firewalls e usuários ignoram o prefixo malicioso.

Redirecionamento via JavaScript e a tática para burlar firewalls

O redirecionamento suspeito é a técnica de enviar o usuário por uma série de "saltos" antes de chegar ao destino final. Isso serve para confundir scanners de segurança e ocultar a URL final da página falsa.

Redirecionamentos HTTP (301 e 302)

O atacante utiliza um site legítimo que foi hackeado para inserir um redirecionamento automático. O link inicial parece ser de um blog de receitas inofensivo, mas ao clicar, o código HTTP 301 instrui o navegador a ir para o servidor de comando e controle (C2) do hacker.

Redirecionamento via Meta-Refresh e JavaScript

Diferente do redirecionamento de servidor, este ocorre no navegador do usuário. A página carrega um conteúdo inofensivo por 1 segundo e então executa um script:

JavaScript

window.location.href = "https://pagina-falsa.com/login";

Essa técnica é usada para burlar ferramentas de "Static Analysis" (Análise Estática), que verificam apenas o código inicial da página, mas não o comportamento dinâmico.

Como expandir URLs de forma segura antes de acessar?

Expandir URLs

Os encurtadores de links (Bitly, TinyURL, Cuttly) são ferramentas essenciais para o marketing, mas são a "caixa preta" preferida do phishing.

Regra de ouro: em ambientes corporativos, o uso de um encurtador de link perigoso em comunicações internas deve ser proibido e monitorado via ferramentas de inspeção de tráfego.

No Brasil, o cibercrime é criativo e profundamente adaptado à cultura local. Em 2026, observamos três tendências dominantes:

A unificação de serviços no portal Gov.br tornou-se o alvo número 1. Links maliciosos simulam avisos de "Recadastramento Obrigatório" ou "Valores a Receber". Ao clicar, o usuário passa por um redirecionamento suspeito que termina em uma página de login idêntica à do governo, visando capturar o CPF e a senha ouro/prata.

Campanhas de WhatsApp (Correntes Digitais)

O brasileiro é um dos maiores usuários de WhatsApp do mundo. Links maliciosos são propagados via "correntes" prometendo brindes de marcas famosas. O link geralmente usa um domínio .top, .xyz ou .online, que são baratos e fáceis de registrar em massa.

Uma vez que o link malicioso cumpre sua função, o usuário aterrissa na página falsa. Em 2026, essas páginas não são apenas estáticas; elas são dinâmicas e interativas.

Como observar e identificar antes do clique

A redução do risco começa com a educação e o uso de ferramentas de análise.

O que observar

Como validar

Risco

Hover (Passar o mouse)

Veja o endereço no canto inferior do navegador antes de clicar.

Médio (Pode ser burlado por scripts).

Certificado SSL

HTTPS não significa seguro; criminosos também usam certificados gratuitos.

Alto (Gera falsa sensação de segurança).

Expandir Encurtadores

Use serviços como "ExpandURL" para ver o destino sem clicar.

Baixo (Seguro para verificação).

Análise de Domínio

O domínio foi registrado há menos de 30 dias?

Crítico (Domínios novos são usados em ataques).

A resposta estratégica da Starti

No ecossistema da Starti, a proteção contra um link malicioso não depende exclusivamente do olho humano. Focamos em prevenção e monitoramento ativo.

DNS Securizado e Inspeção de SSL

Em nosso ecossistema possuímos uma solução segurança de DNS que bloqueiam domínios maliciosos conhecidos em milissegundos. Além disso, a inspeção de tráfego criptografado permite identificar redirecionamentos suspeitos que estariam ocultos dentro de túneis HTTPS.

O Edge DNS é a solução ideal para você combater:

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Um link malicioso é apenas a ponta do iceberg de uma operação de ciberinteligência adversária. Em 2026, a segurança digital exige que abandonemos a ideia de que "clicar com cuidado" é o suficiente. É necessário uma infraestrutura de rede que entenda a mecânica dos redirecionamentos e a reputação dos domínios.

Ao investir no conhecimento técnico e em ferramentas de proteção como as oferecidas pela Starti, empresas e MSPs transformam o clique acidental de um colaborador de um desastre financeiro em apenas mais um evento bloqueado com sucesso pelo sistema de defesa.

Em 2026, o simples ato de abrir um link pode expor você a ataques de Drive-by Download, onde vulnerabilidades no seu navegador são exploradas para instalar malware silenciosamente. Além disso, scripts de Cookie Stealing podem capturar suas sessões ativas (como o Gmail ou bancos) sem que você digite uma única senha.

O cadeado verde apenas indica que a conexão entre você e o servidor é criptografada, ou seja, ninguém "no caminho" pode ler seus dados. No entanto, o servidor no destino final pode pertencer a um criminoso. Hoje, mais de 80% das páginas de phishing utilizam HTTPS para enganar o usuário.

Existem ferramentas online chamadas "URL Expanders". Elas consultam o serviço de encurtamento e mostram a URL final sem que o seu navegador precise carregar a página maliciosa. Além disso, firewalls avançados e soluções de DNS Security (como no Pilar 2) fazem essa verificação automaticamente para você.

O que é um "redirecionamento suspeito" e por que ele é usado?

É uma manobra técnica onde o link que você clica passa por vários sites intermediários antes do destino final. Isso é usado para "limpar" a reputação do link aos olhos dos filtros de e-mail e para dificultar o trabalho de rastreio das autoridades de cibersegurança.

Não. Muitas invasões ocorrem via sequestro de conta de conhecidos. Se o link parece fora do comum, use outro canal (ligação ou SMS) para confirmar se a pessoa realmente enviou aquilo. Links maliciosos propagados por contatos de confiança têm as maiores taxas de sucesso.

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