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Antivírus: o que é, como funciona e contra quais ameaças protege?

Antivírus: o que é, como funciona e contra quais ameaças protege?

Antivírus é um software de segurança desenvolvido para detectar, bloquear e remover códigos maliciosos de computadores e outros dispositivos. Apesar do nome, sua atuação não se limita aos vírus: soluções atuais também podem identificar diferentes tipos de malware, como trojans, spywares e ransomware.

Mas a forma como essas soluções protegem os dispositivos mudou bastante. Se antes reconhecer a “assinatura” de uma ameaça conhecida era suficiente para boa parte das detecções, hoje as soluções de segurança também precisam observar comportamentos suspeitos e responder a ameaças cada vez mais sofisticadas.

Neste artigo, você vai entender o que é antivírus, como ele funciona, quais ameaças consegue detectar e qual é seu papel na segurança atualmente.

O que é um antivírus?

o que é antivírus

Um antivírus é um software de cibersegurança que monitora dispositivos e arquivos em busca de códigos ou comportamentos potencialmente maliciosos. Seu objetivo é prevenir infecções, detectar ameaças e bloquear ou remover arquivos maliciosos antes que causem danos ao sistema.

Apesar do nome, os antivírus atuais não procuram somente vírus de computador. Eles podem atuar contra diferentes categorias de malware, como trojans, spywares, ransomware, worms e outras ameaças.

Isso acontece porque o próprio cenário de ameaças evoluiu. A proteção deixou de depender exclusivamente da identificação de vírus conhecidos e passou a combinar diferentes técnicas de detecção.

O que é um vírus?

Os vírus são programas (ou parte de programas) malignos, que são carregados em um computador ou dispositivo móvel sem o consentimento do usuário.

Esses códigos maliciosos se proliferam pelo sistema infectando, inserindo cópias de si e tornando-se parte de outros softwares e demais arquivos da máquina.

Ou seja, um vírus é um malware que tem a capacidade de se auto replicar.

Estes agentes contaminantes podem ser contraídos na navegação (por meio de downloads de anexos ou programas infectados, por exemplo) e através de mídias externas (como celulares, DVDs, e pen drives contaminados inseridos no PC).

Os vírus são produzidos unicamente para destruir arquivos e perturbar o funcionamento do seu dispositivo. Isto é, eles adoecem o seu sistema; e os sintomas dessa doença viral podem ser:

Para que serve um antivírus?

Na prática, um antivírus funciona como uma camada de proteção do dispositivo. Ele pode monitorar arquivos, downloads, programas e atividades executadas no sistema para identificar possíveis ameaças.

Dependendo da solução, suas principais funções podem incluir:

Os vírus do passado abriram a porta para toda uma liga de ameaças avançadas, como, por exemplo, spywares, rootkits, exploits, trojans e ransomware.

Além do combate a esses softwares maliciosos mais desenvolvidos ser bem mais duro — devido ao fato de serem mais fortes e eficientes em se esconder nos sistemas —,  esses novos malwares podem roubar, expor, destruir, e até mesmo sequestrar os seus valiosos dados!

Felizmente, da mesma forma que a técnica dos cibercriminosos e seus programas malignos se desenvolveram, as tecnologias antivirais que os combatem também evoluíram.

Como funciona um antivírus?

como funciona um antivírus

Detecção baseada em assinaturas

Uma das formas tradicionais de detecção consiste em comparar arquivos e códigos com assinaturas de ameaças já conhecidas.

Essas assinaturas funcionam como identificadores associados a códigos maliciosos catalogados anteriormente. Quando o antivírus encontra uma correspondência, pode bloquear, colocar em quarentena ou remover o arquivo.

É uma técnica eficiente contra ameaças conhecidas, mas possui uma limitação evidente: novos malwares ou códigos modificados podem não possuir uma assinatura previamente catalogada.

Essa detecção baseada em assinatura meio que busca por “impressões digitais” dos criminosos. É uma ótima forma de identificar a ameaça caso a impressão (assinatura) do código malicioso seja conhecida — se já tiver sido abordada em alguma outra oportunidade e armazenada no banco de dados do antivírus.

Análise heurística

A análise heurística procura características e estruturas que indiquem a presença de código potencialmente malicioso, mesmo quando aquela ameaça específica ainda não consta na base de assinaturas.

Em vez de depender exclusivamente de uma correspondência exata, a solução procura padrões e características suspeitas.

Análise comportamental

Essa separação é importante porque o artigo atual praticamente funde heurística e comportamento.

A análise comportamental observa o que um programa faz quando é executado.

Alterações incomuns em arquivos, tentativas suspeitas de acesso, execução de processos ou outras atividades potencialmente perigosas podem gerar alertas ou bloqueios.

Assim, a proteção deixa de perguntar apenas “eu conheço este arquivo?” e também passa a considerar “o que este programa está tentando fazer?”

Quais ameaças um antivírus pode detectar?

Dependendo da tecnologia utilizada, um antivírus pode ajudar a detectar diferentes tipos de malware, incluindo:

Vírus

Código capaz de infectar arquivos e se replicar.

Trojans

Programas maliciosos que podem se apresentar como softwares legítimos.

Spywares

Malwares utilizados para coletar informações ou monitorar atividades.

Ransomware

Ameaças capazes de bloquear ou criptografar dados para exigir algum tipo de resgate.

Worms

Malwares capazes de se espalhar entre sistemas e redes.

Antivírus e antimalware são a mesma coisa?

É uma dúvida natural depois de dizer que antivírus detecta malware.

Os termos são frequentemente usados como sinônimos, mas existe uma diferença histórica. Antivírus surgiu associado à detecção de vírus de computador, enquanto antimalware possui um significado mais amplo, relacionado ao combate a diferentes categorias de software malicioso.

Na prática, porém, as soluções modernas de antivírus ampliaram bastante sua atuação e normalmente oferecem proteção contra diversas formas de malware.

Antivírus ainda é suficiente?

Não. O antivírus continua sendo uma camada importante de proteção, mas não deve ser tratado como a única defesa de um dispositivo ou de uma empresa.

O cenário atual envolve ataques que podem explorar credenciais comprometidas, vulnerabilidades, engenharia social e outras técnicas que não dependem exclusivamente da instalação de um malware tradicional.

Por isso, uma estratégia de segurança pode combinar diferentes camadas de proteção, como firewall, controle de acesso, autenticação multifator, atualização de sistemas, backup, monitoramento e proteção de endpoints.

Em ambientes corporativos, também existem tecnologias mais avançadas de proteção e resposta em endpoints, como o EDR (Endpoint Detection and Response).

Antivírus x EDR: qual a diferença?

Enquanto o antivírus está tradicionalmente associado à prevenção e detecção de malware, o EDR amplia a visibilidade sobre o endpoint, permitindo monitorar comportamentos, investigar eventos e responder a atividades suspeitas.

→ Antivírus vs. EDR: qual protege sua empresa de verdade?

Como aumentar a proteção além do antivírus?

Não existem sistemas totalmente imunes a vírus e demais malwares, pois a cada dia surgem novos softwares maliciosos, e muitos deles são desenvolvidos propriamente para resistirem ao imunizante dos antivírus.

Como a doença antecede o antídoto, os criadores de programas maliciosos de laboratório estão sempre à frente dos desenvolvedores de antivírus; o que torna esse software antiviral um ótimo remédio, mas não um santo milagreiro.

Contudo, seu uso é indispensável. Assim, para aumentar ainda mais a imunidade do seu sistema de defesa, uma boa dose de proatividade da sua parte é essencial. E aqui vão 3 medidas segurança adicionais:

Mantenha sistemas e soluções de segurança atualizados

Além de não possuir recursos mais recentes para combater softwares maliciosos inéditos, um programa de proteção desatualizado pode ser uma porta aberta para os próprios malwares invadirem seu dispositivo. 

É como se fosse organismo com imunidade baixa, que não possui células de defesa para se proteger de uma infecção. 

Portanto, é essencial que seu antivírus, assim como seu sistema operacional e demais programas, estejam instalados com a última versão disponível.

Para entender melhor sobre a importância das atualizações, confira o artigo:

Update de softwares e hardwares: tudo o que você precisa saber!
Update é o termo que define a atualização de softwares e hardwares. Descubra as principais razões para manter os softwares e hardwares atualizados.

Ao navegar pela internet, evite entrar em páginas desconhecidas e baixar programas de terceiros.

Aqueles e-mails, também, de supostos bancos ou empresas que pedem para você clicar em links e anexos estranhos, anúncios mirabolantes e ofertas que prometem “mundos e fundos"... todas essas coisas, normalmente, são armadilhas dos criminosos cibernéticos.

Por isso, é necessário que, juntamente com a utilização de um antivírus bem equipado e constantemente atualizado, o usuário se mantenha bem atento para que não clique em nada nocivo a seu computador.

Use autenticação multifator e senhas fortes

Uma senha forte continua sendo uma barreira importante contra acessos indevidos, mas não deve ser a única.

Evite reutilizar a mesma senha em diferentes contas e prefira combinações longas e únicas. Um gerenciador de senhas pode ajudar a criar e armazenar credenciais mais seguras sem depender da memória para todas elas.

Sempre que possível, ative também a autenticação multifator (MFA). Ela adiciona uma etapa extra de verificação além da senha, dificultando o acesso de criminosos mesmo quando uma credencial é descoberta ou comprometida.

Para empresas, adote proteção em camadas

Empresas precisam proteger não apenas os dispositivos utilizados pelos colaboradores, mas também redes, dados, aplicações, identidades e acessos. Por isso, a segurança deve ser construída em diferentes camadas, de modo que uma barreira complemente a outra.

Essa estratégia precisa combinar recursos como antivírus e proteção de endpoints, firewall, autenticação multifator, controle de acesso, monitoramento, atualização de sistemas e backups.

A lógica é simples: se uma camada falhar ou for contornada, outras continuam atuando para dificultar o avanço do ataque e reduzir seus impactos.

Perguntas frequentes sobre antivírus

O que é antivírus?

Antivírus é um software de segurança desenvolvido para detectar, bloquear e remover códigos maliciosos de computadores e outros dispositivos. Apesar do nome, as soluções atuais podem atuar contra diferentes tipos de malware, não apenas vírus.

Para que serve um antivírus?

O antivírus ajuda a proteger dispositivos contra ameaças digitais. Ele pode analisar arquivos e programas, monitorar atividades suspeitas, bloquear códigos maliciosos e colocar determinadas ameaças em quarentena ou removê-las antes que provoquem danos.

Antivírus detecta malware?

Sim. Embora o nome tenha origem no combate aos vírus de computador, soluções modernas podem identificar diferentes categorias de malware, como trojans, spywares, worms e ransomware. A capacidade de detecção, porém, varia conforme a tecnologia e os recursos oferecidos pela solução.

Antivírus gratuito funciona?

Soluções gratuitas podem oferecer uma camada básica de proteção, principalmente para uso pessoal, mas os recursos disponíveis variam entre os fornecedores. Antes de escolher, é importante avaliar quais proteções são oferecidas, a procedência da solução e se ela atende às necessidades do dispositivo e do usuário.

Preciso de antivírus no celular?

Dispositivos móveis também estão expostos a aplicativos maliciosos, phishing, roubo de credenciais e outras ameaças. A necessidade de uma solução adicional depende do sistema operacional, do perfil de uso e dos recursos de segurança já disponíveis no dispositivo. Manter o sistema atualizado e instalar aplicativos apenas de fontes confiáveis continua sendo fundamental.

Antivírus protege contra ransomware?

O antivírus pode detectar e bloquear determinados ransomwares, especialmente quando reconhece o código ou identifica um comportamento suspeito. No entanto, nenhuma solução isolada garante proteção completa. Backups, atualizações, controle de acesso, proteção de endpoints e conscientização dos usuários também são importantes contra esse tipo de ameaça.

Antivírus e EDR são a mesma coisa?

Não. Embora ambos atuem na proteção de endpoints, possuem propostas diferentes. O antivírus está tradicionalmente associado à prevenção e detecção de códigos maliciosos. Já o EDR (Endpoint Detection and Response) amplia a visibilidade sobre as atividades do endpoint, permitindo detectar comportamentos suspeitos, investigar eventos e responder a ameaças.

Uma empresa precisa de antivírus?

Sim, a proteção dos endpoints continua sendo uma camada importante da segurança corporativa. Porém, o antivírus sozinho não é suficiente para proteger uma empresa. Redes, identidades, dados, acessos e sistemas também precisam ser considerados em uma estratégia de segurança em camadas.

Antivírus ainda é necessário?

Sim. A evolução das ameaças não tornou o antivírus inútil, mas ampliou o que esperamos das tecnologias de proteção. Soluções atuais combinam diferentes técnicas para identificar ameaças conhecidas e comportamentos suspeitos. Em ambientes corporativos, o antivírus deve fazer parte de uma estratégia de segurança mais ampla, e não ser tratado como a única linha de defesa.

Antivírus continua sendo importante, mas a proteção evoluiu

Os antivírus evoluíram junto com as ameaças digitais. Hoje, além de reconhecer códigos maliciosos conhecidos, diferentes soluções podem analisar características e comportamentos suspeitos para identificar riscos antes que eles causem danos.

Mas essa proteção não deve atuar sozinha.

Para usuários, manter sistemas atualizados e adotar bons hábitos digitais continua sendo essencial. Para empresas, o desafio é maior: proteger dispositivos, dados, acessos e redes exige uma estratégia de segurança em diferentes camadas.

Conte com a Starti para proteger seus clientes e operação:

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