Segurança da Informação · · 7 min read

Plano de segurança digital: três passos para elaborar um!

Plano de segurança digital: três passos para elaborar um!

A segurança digital é uma frente da segurança que atua com tecnologias, ações e soluções para proteger as informações no espaço digital. Suas ações implicam em medidas de prevenção, mitigação e recuperação diante das ameaças cibernéticas.

Existe uma economia no mundo digital. As operações das empresas acontecem 100% online ou utilizando muito desse espaço, tornando os dados um ativo valioso e muito vulnerável.

E como as empresas podem proteger suas informações, mantendo as engrenagens dessa economia ativas? Um dos passos importantes é possuir um bom plano de segurança digital.

Neste artigo você encontrará os principais passos para elaborar um plano eficaz.

O que é plano de segurança digital?

O plano de segurança digital são as estratégias e diretrizes adotadas por uma empresa para lidar com as ameaças do mundo digital, registradas em um documento.

Confira agora o passo a passo para a elaboração de um.

Como elaborar um plano de segurança digital?

Conheça os ativos e o cenário empresarial

Antes de elaborar um plano de segurança digital é necessário conhecer os ativos, entendendo a prioridade das informações e ativos, quais são os mais críticos e que sustentam os processos da organização.

O mapeamento de ativos é o processo de identificar e catalogar os bens físicos e tecnológicos da empresa, avaliando: localização, nível de utilização, usuários que acessam e o prazo de vida útil.

O objetivo do mapeamento de ativos é garantir que todas as etapas do plano de segurança digital sejam executadas com sucesso, e que as soluções e ações atendam as demandas da empresa. Sendo assim, deve ser realizado com muito critério.

Mapeie os riscos e elabore uma política de segurança

Em seguida, é necessário mapear os riscos de segurança que a empresa possui. O mapeamento precisa ser muito bem executado, identificando os possíveis riscos para reduzir os impactos que eles poderão gerar.

O processo precisa ser realizado por um profissional de tecnologia da informação que tenha conhecimento teórico na área, orientando-se pela Norma ABNT NBR ISO/ IEC27005:2008.

Isso posto, conheça quatro etapas que devem ser consideradas no mapeamento de riscos:

  1. Diagnóstico e classificação dos riscos

A primeira etapa é conhecer e classificar os níveis dos riscos: o contexto, se estão associados a problemas de governança, falta de recursos e falhas no sistema e infraestrutura.

2. Análise de riscos

Após mapear e catalogar os riscos, é preciso avaliar a probabilidade de incidentes  e o nível de impacto que será causado na empresa, classificando e priorizando riscos, para executar testes e medidas de prevenção contra incidentes de segurança.

3. Plano de ação

A terceira etapa envolve criar o plano de ação para gerenciar as ameaças e recuperar operações, além de ações de contingência que garantam o funcionamento da empresa.

4. Plano de Comunicação

Por fim, é fundamental elaborar um plano de comunicação sobre as ações e medidas para os administradores, gestores e colaboradores da organização.

Confira mais dicas em nosso artigo completo sobre gerenciamento de risco:

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O mapeamento de risco será uma peça fundamental para a política de segurança. A política de segurança da Informação (PSI) é um documento que estabelece diretrizes técnicas e boas práticas sobre a segurança dos dados de uma empresa.

A PSI é baseada na tríade da segurança da informação: confidencialidade, integridade e disponibilidade. Descubra os 5 passos para criar uma política de segurança da informação.

Executando o plano de segurança digital

Trabalhe a segurança em camadas

Grande parte da eficácia na execução de um plano de segurança digital, concentra-se nas estratégias e soluções utilizadas. Neste cenário, trabalhar a segurança em camadas pode ser muito útil, considerando a prevenção, mitigação e recuperação de riscos de segurança.

A segurança em camadas é fundamental, pois as ameaças cibernéticas e falhas encontram-se em diversos níveis na operação de uma empresa. Além disso, todos os dias cibercriminosos exploram vulnerabilidades e novos tipos de ataques.

Conheça os pontos para trabalhar segurança digital em camadas

Começando pelo gerenciamento de usuários, suas permissões de acesso aos dados, sistemas, dispositivos, aplicativos, servidores de armazenamento, etc. Para garantir a segurança, esse processo é executado em três etapas:

Autenticação

Nessa primeira fase o usuário precisa provar sua identidade. Normalmente, é feita uma checagem de 2 etapas, para determinar se o acesso ao sistema será liberado. Como ocorre no internet banking, quando inserimos uma senha e depois recebemos um código para validação do login.

Autorização

A autorização tem a função de especificar direitos de acessos de cada usuário a determinados recursos do sistema, limitando de acordo com a posição de cada um na empresa.

Auditoria

Já a auditoria é a coleta dos históricos de uso dos recursos tecnológicos de cada usuário, em tempo real. Através desses dados é possível realizar verificações e acompanhar ações suspeitas por parte de usuários que possuem permissões.

Boa parte dos ataques cibernéticos ocorrem através de ameaças externas. Por isso, uma segurança de camadas garante proteção contra invasões e ameaças que colocam a operação das empresas em risco.

A camada de segurança na rede também protege contra ameaças internas, impedindo acessos inseguros e inapropriados.

O firewall é a solução utilizada para realizar essas funções, efetuando o controle de banda, analisando, autorizando, bloqueando e priorizando o tráfego. Através dele também é possível identificar, notificar, isolar e eliminar spywares, vírus e malwares.

Descubra mais sobre configurações do firewall e como evitar vulnerabilidades na rede

É fundamental garantir a segurança das aplicações, utilizando softwares que sejam confiáveis e constantemente atualizados, protegendo a rede em níveis de endpoint.

Os e-mails também precisam de segurança, já que o número de fraudes e ataques através de e-mails corporativos é gigante. Isso significa: proteger os hardwares dos usuários, impedindo que dados sigilosos como senhas e credenciais sejam coletados.

Nessa camada, é necessário utilizar soluções anti-spam e anti-phishings, capazes de bloquear essas ameaças das caixas de e-mails dos colaboradores.

O usuário final é sempre o elo mais vulnerável em qualquer organização. Por isso, é imprescindível a utilização do antivírus nas máquinas e de uma VPN - Rede Virtual Privada de qualidade para cuidar dos acessos remotos.

E claro, a conscientização e treinamento de colaboradores para adotar um comportamento digital consciente, além de reconhecer ameaças e reportá-las aos responsáveis pela segurança.

Estabeleça uma política de backup

O último elemento do plano de segurança digital envolve a recuperação. O backup é a tecnologia que guarda todos os dados da operação, com atualizações constantes, podendo ser horárias ou diárias.

A política de backup é o documento que direciona as diretrizes sobre o armazenamento de dados. Ele estabelece instruções de funcionamento e parâmetros para execução do backup.

É importante que adotar mais de um tipo de backup, garantindo mais otimização na gestão da política. Uma observação importante: não se esqueça que todas as medidas e ações precisam ser documentadas adequadamente.

Saiba como montar um plano de recuperação de desastres:

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Urgência e constância do plano

Ainda não chegamos na metade do ano de 2021 os ataques cibernéticos estão a todo vapor. O especialista Marco DeMello, CEO da PSafe afirma:

“Mundo vive pandemia de ciberataques e Brasil está despreparado.” BBC - Brasil

Consequentemente, o número de incidentes de vazamento de dados também está sendo alarmante. Em apenas quatro meses, ocorreram mais de cinco episódios de mega vazamentos: LinkedIn, Clubehouse, Facebook, Poupatempo e Trello.

O cenário pede urgência na área da segurança e privacidade, como uma questão de sobrevivência para as empresas. Diante disso, é importante trabalhar também a constância nas ações de proteção e nesse ponto, o melhor caminho é contar com um parceiro estratégico.

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Conclusão

Quando bem elaborado, um plano de segurança pode garantir a proteção de empresas no ambiente digital, cuidando dos ativos mais valiosos: os seus dados.

Agora você conhece os passos para elaborar um plano de segurança digital.

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Fontes

ADDEE | GAT  | CCM

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